Mostrando postagens com marcador Hinário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hinário. Mostrar todas as postagens


     

Letra: Valdecir Simões Lima (1953-)            Música: Flávio Almeida Santos (1963-)
A irmã Raquel Silva enviou, por intermédio do irmão Aristides dos Santos, o seguinte relato aos editores do site “Música Sacra e Adoração”:
Recentemente o prof. Valdecir Lima fez uma semana de oração em minha igreja, a Capital Brazilian SDA Temple, em Washington.
Ele nos contou que quando fez a letra deste hino, faziam apenas 45 dias que seu pai havia morrido. Ele estava na biblioteca de sua casa, assentado na escrivaninha que fora de seu pai, e, naturalmente, passando por um momento de grande dor, quando fez a letra do hino.
Deixou bem claro que o hino não foi feito em homenagem ao falecido pai, a quem muito amou, mas como uma declaração de confiança e descanso no amor de Deus, em meio das tribulações desta vida, como era o momento que estava vivendo então.


Read More ...

0 comentários

Samuel John Stone (1839-1900)                 Samuel Sebastian Wesley (1810-1876)

Letra: Samuel John Stone (1839-1900)
Música: Samuel Sebastian Wesley (1810-1876)

Este é o hino que nasceu de uma controvérsia teológica. Costuma-se dizer que das coisas ruins nascem, coisas boas. Com certeza poderíamos dizer isso da famosa “Controvérsia de Colenso.”
John William Colenso era um prelado britânico, servindo como bispo anglicano em Natal, África do Sul. Ele era muito ativo na evangelização dos zulus, e defendeu as populações negras contra a dominação bôer. Suas interpretações críticas da Bíblia provocaram vivas polêmicas. Um livro dele, “O Pentateuco e o Livro de Josué”, examinado do ponto de vista da crítica, foi publicado em 1862 e provocou uma grande controvérsia.
Quem mais recebeu os ensinos de Colenso foi o seu superior, o Bispo Gray, Bispo da Cidade do Cabo. Ele demitiu Colenso das suas funções e este apelou à sede da Igreja em Londres.
Quem se interessou muito pela polêmica foi um outro membro da Igreja Anglicana, o Rev. Samuel John Stone, que naquela época estava iniciando o seu ministério.
Nascido em 25 de abril de 1839, Stone, passou os primeiros treze anos na roça. Depois, mudou-se para Londres e estudou no Pembroke College, em Oxford, onde, além dos estudos, participava também ativamente de vários esportes. Mostrou grande talento poético.
Em 1862 era um adjunto numa igreja em Windsor. Enquanto servia a essa igreja, a “Controvérsia de Colenso” estourou. Stone sentiu que as suas ovelhas repetiam friamente o Credo Apostólico, sem realmente sentirem o sentido das palavras. Por isso ele escreveu em 1866 a coleção conhecida como, Lyra Fidelium, constituída de doze hinos sobre os doze artigos do Credo Apostólico.
Um desses hinos era “Da Igreja o Fundamento”, baseado no artigo 9 do Credo, que dizia “Ele é a cabeça do corpo da igreja.”
O hino era um reflexo da própria controvérsia. Tinha, originalmente sete estrofes, mas algumas partes foram omitidas, por conterem expressões pouco condizentes ao louvor. Uma das estrofes omitidas dizia (mais ou menos literalmente, sem nos preocuparmos com a rima e a métrica).
“A Igreja jamais perecerá, Seu Criador a defenderá,
Guiará, sustentará e acalentará,
E estará com ele até o fim.
Apesar do fato de que existem alguns que a odeiam,
E filhos falsos, que diante dela empalideceram,
Ela prevalecerá,
Contra os inimigos ou traidores.”
Em 1864 o hinário “A Selection of Solos and Hymns” (Uma Seleção de Solos e Hinos) foi editado em Londres por Samuel Wesley (neto de Charles Wesley) e Charles Kemble. No hinário de 150 hinos existiam mais de trinta melodias originais de Samuel Wesley. Uma dessas foi ligada ao hino que conhecemos como “Jerusalém Excelsa”, cuja letra recebeu a seguinte tradução para o Português:
O olhar dos oprimidos está em ti, no além,
Cidade de ouro puro, feliz Jerusalém.
Não sei nem imagino o gozo que há em ti,
A glória imarcescível não posso ver daqui.
Oh, doce lar bendito, em breve ver-te-ei,
Teus gozos inefáveis e a paz desfrutarei.
Exulta pois, minh’alma, prorrompe em canção;
Porque bem perto estamos da eterna redenção.
Em 1868, em um apêndice do hinário “Hymns Ancient And Modern” (Hinos Antigos e Modernos), os seus editores usaram aquela melodia de Samuel Wesley para cantar o hino “Da Igreja o Fundamento”, de Stone. Desde então o hino tradicionalmente cantado com a melodia de Wesley, melodia está intitulada “Aurélia”(do latim Aurum, que significa “ouro”).
Em 1870, dois anos depois de lançado o hino de Stone, com a melodia de Wesley, Stone foi a Londres e trabalhou como auxiliar do pai, que também era um prelado da Igreja Anglicana. Em 1874 o pai faleceu, e John Stone continuou no bairro de Haggerstone, conhecido como um bairro pobre e necessitado. Ele foi muito querido pelo povo, e os moradores desse bairro ficaram tristes,  quando, em 1890, com sua saúde enfraquecida; Stone foi transferido para outra igreja. No dia 19 de novembro de 1900 Stone faleceu, vitima de câncer.
O compositor da melodia “Aurélia”, Samuel Wesley, nascido em Londres no dia 14 de agosto de 1810, foi um grande músico. Dotado de grande talento natural, ainda se preparou diligentemente na Universidade de Oxford, onde recebeu os graus de Bacharel e Doutor em Música. Ele foi um organista de grande renome e teve também, vasta experiência como regente.
Contam que Wesley era um inveterado pescador e que um dia, a caminho para apresentar um concerto, viu um lugar tão encantador e tentador para pescar, que mandou o seu assistente prosseguir a viagem, apresentar o concerto em nome dele e avisar que foi detido por motivos superiores; Bill Reynolds, no seu livro Hymns Of Our Faith (Hinos de Nossa Fé), e Roberto McCutchman, no seu livro Our Hymnody (Nossa Hinódia), contam esta história.
De qualquer maneira, Wesley foi um grande músico, e deixou uma rica herança de composições. As suas últimas palavras, ao falecer, foram : “Deixem-me ver o céu”.
Na Catedral de Gloucester há trabalho dedicado a Wesley, com os seguintes dizeres: “Este monumento foi colocado por amigos como expressão de alta estima do seu valor pessoal e admiração pelo seu grande gênio musical”. Há, na mesma catedral, uma janela colocada em memória dele, mas o famoso Groves Dictionary of Music and Musicians, diz que “O monumento que mais perdura é o da sua própria criação, que persiste em suas obras”.
Fonte: Se os Hinos Falassem – Bill H. Ichter – Vol. IV – pág. 60 a 63 .
Agradecemos à irmã Wilza Carla Vasco Rabello pelo paciente trabalho de digitação deste material.


Read More ...

0 comentários



George Frederick Root (1820-1895)
Letra: William Orcutt Cushing (1823-1902)
Música: George Frederick Root (1820-1895)
Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):
"'Oh, que Belos Hinos!' (Soam os Sinos do Céu – no original em inglês), foi escrito", diz o autor, Sr. Cushing, " para ser usado com uma bela melodia que me fora enviado por George F. Root, intitulada, 'O Pequeno Mestiço'. Após receber a melodia, esta ficou em minha cabeça o dia todo, soando melodiosamente em sua doce cadência musical. Queria aprendê-la para usá-la na Escola Dominical e para outros propósitos cristãos também. Imaginei haver alegria no céu quando, os sinos no céu soando anunciam a volta de um pecador arrependido. Então as palavras 'Soam os Sinos do Céu' subitamente fluíram para a melodia que estava à espera. Foi uma bela e abençoada experiência e parece que os sinos ainda estão soando."

Uma meninazinha na Inglaterra, muito querida por seus pais, estava morrendo. Ela gostava muito de nossos cânticos, e sempre falava quanto os amava. Alguns dias antes de morrer disse à sua mãe:
-"Quando eu morrer, mamãe, peça as meninas da escola que entoem o cântico: 'Soam os Sinos do Céu'".
Meia hora antes de sua morte ela exclamou:
-"Oh, mamãe, ouça os sinos dos céus! Como tocam belissimamente!"
Fonte: Histórias de Hinos e Autores - CMA - Conservatório Musical Adventista

Read More ...

0 comentários


Letra: William True Sleeper
Música: George Coles Stebbins

Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):
"Certa noite, em novembro de 1886," diz o superintendente de uma escola para meninos, "eu estava andando em uma rua em St. Joseph, Missouri, quando vi adiante uma multidão aglomerada em frente a uma porta. Ao chagar mais próximo vi que era a entrada para o salão da Associação Cristã de Moços. À porta, alguns jovens cantavam. Ao eu me aproximar começaram a cantar:
'De noite, uma vez, veio um rico a Jesus
A fim de saber o caminho da luz;
O Mestre explicou, e lhe fez entender:
Importa renascer!'
Quando chegaram ao coro, a espada do Espírito penetrou meu coração. Pareceu-me estar diante do Senhor Jesus face a face. Lá na rua, enquanto o cântico era entoado, eu lhe pedi que me ensinasse como renascer outra vez, e Ele o fez.
Aceitei um convite para o culto da noite e após aquele serviço, e pelo resto da minha vida, reconheci publicamente a Cristo como meu Salvador. Tenho sentido que foi através da influência daquele cântico que minha alma foi despertada. Agradeço a Deus muitas vezes pelo cântico, bem como pela coragem que ele deu aos seus discípulos de cantarem na rua."

Relata ainda Sankey:
"Muitos anos atrás um evangelista inglês mandou-me este incidente: -'Estávamos realizando reuniões evangelísticas em uma cidade em Perthshire, e havia ali uma pessoa que ajudou-nos mais efetivamente do que poderíamos esperar. Não sei exatamente como entramos em contato com a "Cega Aggie"; além de ser cega e idosa, era uma grande sofredora, e raramente podia arrastar-se além de sua porta.
Nós éramos estranhos no lugar, e ninguém nos falou dela; no entanto, pela providência de Deus, um de nosso grupo foi levado a visitar seu pequeno quarto, descobrindo quão santa era ela, e quão profundamente interessada estava a respeito de tudo que ouvira de nossas reuniões. Ela nos auxiliou grandemente com orações, e tanto quanto possível com trabalho individual.
Hospedada na mesma casa que a cega Aggie, estava uma costureira – uma pobre jovem, frívola e tola por quem ela se interessou profundamente. Com muita dificuldade convenceu a jovem a assistir a uma de nossas reuniões.
Enquanto a moça estava na reunião, Aggie estava orando para que ela recebesse uma benção especial. Quando ela voltou, Aggie fez-lhe muitas perguntas, mas para sua tristeza notou que o coração da jovem não havia sido impressionado.
A boa anciã induziu a irresponsável moça a ir outra vez; quando ela voltou pela segunda vez, já era muito tarde, e a cega Aggie havia ido para a cama, mas a jovem irrompeu quarto a dentro, gritando:
- "Ó, Aggie, onde está você? Eu preciso contar-lhe..."
- "Sim, querida, o que é? Venha, conte-me!"
-Oh! mas primeiro eu preciso de luz; não posso contar-lhe no escuro."
Apesar de Aggie nunca usar velas, disse à moça onde poderia encontrar uma. Após acendê-la, a jovem abriu seu coração:
- "Oh, Aggie desta vez eu não ri! Eles apresentaram um cântico que sempre repetia: 'Importa renascer', e isso tomou conta de mim, Aggie, e oh, eu nasci outra vez. Jesus tomou-me, Aggie'!

"Numa noite de domingo," relata uma jovem de Dunfermline, Escócia, "fui com uma amiga passear num parque público, quando nossa atenção foi atraída para uma reunião ao ar livre. Enquanto estávamos lá ouvindo, o cântico 'Importa Renascer' foi distribuído e cantado. As duas últimas linhas da última estrofe (este trecho não se encontra no "Hinário Adventista") eram:
'Um querido no céu meu coração deseja ver
No belo portão esperando para ir comigo ter!
Essas palavras tocaram-me profundamente, e eu senti que precisava renascer, pois de outra forma, jamais, entraria lá. Naquela noite me decidi por Cristo e desde este cântico tem sido muito precioso para mim".
Fonte: Histórias de Hinos e Autores - CMA - Conservatório Musical Adventista


Read More ...

0 comentários




A autora deste hino, Mary Artemisia Lathbury (1841-1913) era filha de pastor e tinha dois irmãos, também ministros do Evangelho.
Cedo na vida revelou ela dotes especiais para poesia e desenho. Tornou-se artista profissional e professora de arte. Ilustrava freqüentemente seus livros e versos com seus próprios desenhos. No ramo literário contribuiu muito para jornais e revistas para crianças e jovens e, como redatora, serviu no notável Instituto Bíblico de Chautauqua, no norte do estado de Nova Iorque, fundado pelos Srs. Lewis Miller e Dr. John H. Vincent. Muitas das poesias que a Srta. Lathbury escreveu foram usadas para os cultos vespertinos em Chautauqua.
Falando sobre como chegou a desenvolver os seus dons no serviço religioso, diz ela que, um dia, pareceu-lhe ouvir uma voz dizendo: “Lembra-te, minha filha, de que tens o dom de tecer a imaginação em versos e o dom de, com o lápis, reproduzir imagens que te vêm ao coração. Consagra tais virtudes inteiramente a mim, como fazes com o mais íntimo do teu espírito”. Foi depois de ouvir isto que ela dedicou o seu talento ao serviço do Senhor.
Entre os vários cursos oferecidos pelo Instituto Bíblico de Chautauqua, predominava o do estudo bíblico. Sentindo o Dr. Vincent a necessidade de um hino especial, relacionado àquela matéria, solicitou à Srta. Lathbury, sua auxiliar, que o escrevesse. Ela o atendeu e, durante o verão de 1877, compôs este maravilhoso hino. O hino é baseado no milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, operado pelo Senhor para alimentar a multidão cansada e faminta que O cercava junto ao mar da Galiléia, incidente este narrado pelos evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João.
É uma prece ao Senhor suplicando-lhe que conceda a visão para enxergar o sentido profundo das santas Escrituras “além da mera letra”!
O tradutor deste hino é o Sr. Henry Maxwell Wright (1849-1931). Nascido em Lisboa, era filho de pais ingleses e por alguns anos dedicou-se ao comércio. Depois de auxiliar o célebre pregador Moody em uma grande campanha de evangelização realizada em Londres, em 1874 e 1875, abandonou a sua próspera carreira comercial para dedicar-se à evangelização da Inglaterra e Escócia. Esteve no Brasil quatro vezes: 1881, 1890-1891, 1893 e 1914.
O Sr. Wright contribuiu grandementete para a hinologia nacional, pois escreveu cerca de 151 hinos e 42 coros, muitos dos quais constam de hinários em língua portuguesa.
Este hino tem o número 353 em Hinos e Cânticos e é cantado com a música Bread of Life (Pão da Vida), cuja autoria é de William Fisk Sherwin (1826-1888).


Read More ...

0 comentários



Era 1937, na solidão de uma noite no vasto silêncio no Norte do Canadá, uma professora lia a sua Bíblia. Encontrou em João 20:21, a convicção que sua chamada era para ir a qualquer lugar que Deus a enviasse. Então escreveu uma poesia que começava: "Envio a Ti aos compôs da Seara/ semear, ceifar, sem horas receber/ sofrer por mim ingratidão e escárnio; Contigo estou, terás o Meu poder/...”
Margareth Clarkson conta que anos mais tarde, ela chegou a conhecer a "alegria da obediência", e arrependeu-se do triste tom do seu poema. Então, escreveu uma nova versão que refletia esta alegria, esta vitória que ela sentia em sua vida. Singspiration publicou o hino com a música de John W. Peterson, em 1963. É esta versão o tema da cantata missionária So Send I You (Eu vos Envio), composta por Peterson e publicada por Singspiration, Inc, em 1969. Sobre a tradução, o Pastor Ivo Augusto Seitz fala:
"Quando a turma de música sacra do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil trabalhava na tradução da cantata do mesmo nome do hino, descobri uma segunda melodia e letra, dos mesmos autores. Comparando, entendi logo as razões da autora - no ano seguinte também seguiria para o campo missionário."
Ainda se canta este hino em todos os cantos do Brasil.
E. (Edith) Margaret Clarkson, a autora de Envio a Ti, nasceu na cidade de Melville, na província de Saskatchewan, no Canadá, em 8 de junho de 1915. Margaret aceitou a Cristo aos 10 anos, depois de ver um programa de slides sobre o livro "O Peregrino". Sua primeira poesia foi publicada no mesmo ano, as primícias da sua prodigiosa produção literária. Desde então, fluíram da sua pena mais de cem hinos e cânticos, muitos artigos, livros de poesias, hinários, livros textos e livros devocionais.
A Srta. Clarkson cursou a Faculdade de Pedagogia e a Universidade de Toronto, capital da província de Ontário. Ela se dedicou, de 1935 a 1973, no ensino do primeiro grau na província, sentindo este trabalho como sua missão dada por Deus. Além de ser sempre membro ativo na sua igreja, cooperou fielmente na Aliança Bíblica Universitária para a qual ela escreveu, a pedido do diretor, seu primeiro hino, We Come, O Christ, to Thee (Chegamos, ó Cristo, a Ti), publicado no primeiro hinário da ABU, em 1946.
Sobre sua vida desde a sua aposentadoria do ensino publicou em 1973, a professora Clarkson diz: "vivo tranqüila, num subúrbio de Toronto, chamado Willwdale, escrevendo quando posso". E escreve! Colaborou com Donald P. Hustad na letra da cantata Celebração do Discipulado em 1974. Escreveu, no mesmo ano, o hino oficial para o Congresso de Evangelização Mundial em Lausanne, Suíça, "Praise The Lord, Sing Hallelujah" (Louvai ao Senhor, Cantai Aleluia). Também preparou o livro The Singing Heart (O Coração que Canta), coletânea de mais de cem hinos, publicada por Hope Publishing Co., Carol Stream, Estado de Illinois, EUA, em 1987. A hinódia mundial ainda aguarda grandes coisas desta talentosa e dedicada serva do Senhor.
O compositor, John Willard Peterson, recebeu uma cópia, sem assinatura, da primeira versão do poema da srta. Clarkson. Muito impressionado com a poesia, Peterson usou-a num dos seus programas na radio WMBI do Instituto Bíblico Moody, em Chicago. "Um dia ao piano, com o texto diante dele, Peterson improvisava". "A melodia 'chegou a mim', diz Peterson, (...) e eu senti que de alguma maneira, Deus havia de usar este hino". Foi publicado, em primeiro lugar, na coletânea Low Voice, (Voz Grave) por Moody Press, em 1954. Quando a srta. Clrarkson escreveu a segunda versão mais amadurecida de João 20:21. Singspiration, Inc. publicou-a, com a música de Peterson, em 1963.
Ao descobrir que a poesia era de Margaret Clarkson, Peterson deu à melodia o nome de TORONTO, cidade onde ela mora há muitos anos.
Bibliografia: Seitz, Ivo Augusto. Carta à autora em 13 de setembro de 1991.


Read More ...

0 comentários



Letra e Música: Franklin Edson Belden (1858-1945)
Franklin Edson Belden nasceu em Battle Creek, Michigan, a 21 de março 1858 e foi o mais velho dos cinco filhos que nasceram a Stephen and Sarah Belden. Sarah era a irmã mais velha de Ellen White, uma pioneira da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Grande parte da educação de Franklin foi obtida no Colégio de Battle Creek.
Por volta de 1876, quando tinha dezoito anos de idade, a família de Belden mudou-se para a Califórnia, juntamente com seu pai, sua madrasta e Tiago e Ellen White, seus tios, onde começou a compor. Por causa de problemas de respiratórios, mudou-se mais tarde para o Colorado, onde conheceu e casou-se, em 1879, com Harriet MacDearmon, que também era musicalmente talentosa.
O casal voltou a Battle Creek no início da década de 1880, onde Belden ligou-se à Review and Herald Publishing Company, uma editora mantida pelos Adventistas do Sétimo Dia. Ele e Edwin Barnes serviram como editores de música do Hymns and Tunes (Hinos e Cânticos), que foi publicado em 1886. Belden também colaborou com seu primo, J. Edson White, em vários livros de cânticos. Por algum tempo, serviu como diretor geral da Review and Herald. Ele permaneceu na obra Adventista até 1910, quando começou a escrever músicas para o evangelista Billy Sunday.
Uma discórdia surgiu entre Belden e a Review and Herald, acerca dos direitos autorais do hinário Hymns and Tunes. Foi relatado que Belden era ganancioso e queria o dinheiro. Na verdade, o acordo com a Conferência Geral em 1886 era que a sua parte dos direitos autorais deveria ir para o trabalho das missões. Quando a Review and Herald assumiu os direitos do hinário, Belden não quis que a sua parte fosse para a casa publicadora. O assunto nunca se resolveu completamente. Desiludido, separou-se da obra da igreja, mas não “abandonou seu comprometimento com a igreja ou com o Senhor”. Embora os últimos dias de Belden tenham sido maculados por mal-entendidos com a liderança da igreja acerca de seus direitos autorais, depois de sua morte todos seus papéis, composições e manuscritos foram doados para o Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia.
O gênio poético e musical de Belden era demonstrado por sua prática freqüente de escrever um cântico que combinasse com um sermão enquanto este ainda estava sendo apresentado. Ele e sua esposa sentavam-se no coro; ali ele apanhava o texto bíblico do sermão como tema e, captando a exposição do pregador, escrevia a letra do hino. Em seguida compunha a música e, ao término do culto, ele e a esposa cantavam o hino recém composto como o hino final. Christ in Song (Cristo em Cânticos), publicado em 1900 é a mais reconhecida contribuição de Belden à hinódia Adventista do Sétimo Dia. O Hinário Adventista brasileiro inclui treze hinos compostos por ele, letra e música e mais quatro músicas suas para textos escritos por outros autores, além de uma letra musicada por outro compositor; isto é mais do que qualquer outro colaborador adventista.


Read More ...

0 comentários

Letra: Fanny Jane Crosby (1820-1915)
Música: William Howard Doane (1832-1915)
De Benjamin, disse: "Todo o dia o Senhor o protegerá, e ele descansará nos seus braços" Deuteronômio 33.12. De Aser, disse: "O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo de ti estende os braços" Deuteronômio 33.27.
O hino de que vamos falar é o fruto de uma vida consagrada ao Senhor. Uma vida de alegria e gozo, é a demonstração mais eloqüente do que o Senhor pode fazer com uma pessoa que, mesmo fraca e deficiente, descansa nEle e vence para honrá-Lo.
Trata-se da famosa serva de Deus que viveu entre os anos 1820 e 1915, Fanny Jane Crosby. Bem cedo, com apenas seis semanas de vida, ficou completamente cega devido a um engano do médico que a tratou. Por isso, nunca chegou a apreciar, com os seus olhos, as belezas do mundo criado por Deus.
No entanto esta aflição serviu apenas para introduzi-la num mundo novo onde encontrou, mais tarde, Cristo, seu grande Amigo e Guia.
Bem cedo, também, demonstrou seus dotes poéticos, compondo, aos oito anos de idade, sua primeira poesia, a qual revela o seu contentamento e confiança em Deus, mesmo na adversidade.
Anos mais tarde começou a escrever hinos sacros, por sugestão do célebre compositor musical, W.B. Bradbury, e dai por diante escreveu tantos hinos que não se sabe, ao certo, o seu verdadeiro número; sabe-se, porém, que somam muito mais de 8.000.
Fanny escrevia os hinos com tanto rapidez que em certa ocasião, estando com o Sr. William H. Doane, também compositor de música de muitos hinos, este lhe disse; "Tenho uma música que gostaria que ouvisse", e assim ele a tocou, ela exclamou: "Ora, isso está dizendo: 'Salvo nos braços de Jesus'!" Ausentou-separa outra sala e, dentro de poucos minutos, regressou pronunciando as palavras originais do lindo hino acima.
Assim, aquela ceguinha, graças à sua disposição alegre, e pela confiança que havia posto em Jesus, "não chorava nem se lamentava por ser cega", antes tem servido de inspiração a milhões de pessoas, induzindo-as a levarem vidas úteis e alegres.


Read More ...

0 comentários



Hugh Middleton Brock, o avô desta autora, estava muito doente na sua cama de onde todos sabiam que não se levantaria. Sua querida esposa Clara e alguns dos seus filhos estavam a seu lado. ”Meu neto, Charlie, já chegou?” Perguntava ele. ”Ainda não”, vinha à resposta.
O Sargento Charles Swigert voltava da Segunda Guerra Mundial, onde servia na Europa, “Preciso vê-lo!” Repetia Brock. Finalmente, depois de viajar dia e noite de um lado do país para o outro, Charlie chegou. “Aqui estou, vovô” disse ele. Com grande alívio, Hugh pôde ver que ele estava são, bem de saúde, com a ferida, que recebera na guerra, já sarada.
Os outros não ouviram tudo que se passou entre aqueles dois que se amavam muito, mas uma coisa Clara ouviu distintamente: “Charlie, para o céu pela cruz irei; nenhum outro vou achar!” Antes de um novo dia amanhecer, Hugh Brock já tinha partido para estar com Jesus.
Jessie Brown Pounds escreveu esta letra em 1906. De acordo com Charles H. Gabriel, no seu livro Singers and Their Songs (Cantores e Seus Cânticos), ela quis “dar ênfase a uma verdade que é constantemente presente nos ensinos de Cristo, que o cristão heróico não segue a linha de menos resistência”. O hino é geralmente cantado lembrando que o único caminho para o céu é pela cruz de Cristo, o que está certo. Mas é preciso perceber que a autora também enfatizou a cruz que Cristo nos manda levar. A terceira estrofe diz:
Os caminhos maus deste mundo deixei;
Jamais neles vou seguir,
Sigo, pois Jesus, com a minha cruz,
No caminho que ao céu conduz



A autora Jessie Brown Pounds (1861-1921), nascida em Hiram, Estado de Ohio, EUA, nunca foi muito forte fisicamente e recebeu sua educação em casa. Aos 15 anos começou a contribuir regularmente para periódicos religiosos e por mais de 30 anos escreveu poesia sacra para a publicadora de James H. Fillmore. Publicou ao todo, nove livros, 50 textos para cantatas e operetas, e mais de 400 hinos.         


Jessie H. Brown casou-se com o Pastor John E. Pounds, pastor da igreja Cristã Central em Indianápolis, Estado de Indiana em 1896. Mais tarde, ele tornou-se pastor universitário em Hiram, a cidade natal de Jessie.
"Para o Céu por Jesus Irei" foi traduzido para o português pelo missionário William Edwin Entzminger que, depois de Salomão Ginsburg, fez a maior contribuição como hinista e publicador.
Charles H. Gabriel compôs esta melodia para a letra de Jessie Pounds e publicou o hino na coletânea Living Praises N° 2 (Louvores Vivos) em 1906, compilado por Gabriel em parceria com W. W. Dowling.


 
Charles Hutchison Gabriel nasceu no Estado de Iowa, EUA, no dia 15 de setembro de 1856. Passou seus primeiros 17 anos de vida na fazenda. Desde menino, Charles mostrou grande interesse na música. Quando sua família comprou um harmônio pequeno, ele aprendeu a tocar com muita rapidez. Aos 16 anos, Gabriel já estava ensinando em algumas escolas de canto nas igrejas. Sua fama de professor e compositor se alastrou. De 1890 a 1892, foi diretor de música da Igreja Metodista da Graça, na cidade de São Francisco, Califórnia. Depois desta época, estabeleceu-se em Chicago, Illinois, centro de publicadores evangélicos.  


De 1895 a 1912, Charles Gabriel publicou diversos hinários. Em 1912, se associou com a firma publicadora de Homer Rodeheaver, famoso cantor-evangelista, e ali ficou até a sua morte em 15 de setembro de 1932.
Gabriel teve parte importante entre os colaboradores da hinódia, especialmente, os gospel hymns. Contribuiu com um extraordinário número de produções. Editou 35 hinários de gospel hymns, oito hinários para Escolas Bíblicas, sete coleções para coro feminino, 10 hinários para crianças, 19 coleções de música corais e 23 cantatas. Era igualmente talentoso, tanto na música quanto na poesia. Freqüentemente, escrevia os textos dos seus hinos, assinando a maior parte como Charlotte G. Homer (anagrama do seu nome).
Os hinos de Gabriel eram simples, e tinham “aquele velho balanço dos hinos metodistas”. Autodidata, foi, nas palavras de Jacob Hall, um hinista contemporâneo, ”pouco inibido pelas regras puramente escolásticas de forma, sendo livre para produzir muitos efeitos e contrastes que outros compositores facilmente perdem”.
Gabriel nos soube dar hinos que ainda hoje são muitos apreciados. Quase 100 anos depôs de serem escritos, o H.A. ainda inclui “Precioso é Jesus para Mim” (93), além dos hinos 184, 233, 276, 308, 309, 311, 315, 316, 371, 409, 428, 465 e 514.

Fonte: Brock, Clara Earle. , Conversação com a autora em cerca de 1946.
Read More ...

0 comentários


Ira David Sankey (1840-1908)
Letra: Samuel O'Maley Cluff (1837-1910)
Música: Ira David Sankey (1840-1908)

Este é um dos melhores cânticos evangélicos, tendo uma mensagem sincera de apelo para o perdido aceitar o Salvador. As palavras foram encontradas por Ira D. Sankey, enquanto estava na Irlanda com Dwight L. Moody, em 1874. Pouco se sabe sobre o autor, Samuel O'Malley Cluff. Sabe-se que Cluff era um clérigo irlandês da Igreja Estabelecida e deixou-a para se filiar à irmandade Plymouth.
Ira David Sankey nasceu a 28 de agosto de 1840 em Edinburg, Pennsylvania.
Enquanto jovem, Sankey serviu na Guerra Civil Americana. Com freqüência, ajudava a unidade de Capelania e dirigia seus companheiros soldados no cântico de hinos. Depois da guerra, foi trabalhar com o Internal Revenue Service, e também Associação Cristã de Moços (YMCA). Tornou-se conhecido como cantor evangelístico e, eventualmente, chamou a atenção do evangelista Dwight Lyman Moody. Os dois encontraram-se em uma convenção da YMCA em Indianápolis, Indiana, em junho de 1870. Alguns meses mais tarde, Sankey assistiu à sua primeira reunião evangelística com Moody, e demitiu-se de seu trabalho como funcionário público logo em seguida.
Em outubro de 1871, Sankey e Moody estavam no meio de uma reunião de reavivamento, quando o iniciou-se Grande Incêndio de Chicago. Os dois homens escaparam por pouco da tragédia que se seguiu. Sankey observou a cidade queimar de dentro de um barco a remos, ao largo do Lago Michigan.
O nome de Sankey é bem conhecido; foi um cantor evangélico talentoso que, associado a Dwight L. Moody, foi instrumento para alcançar muitas almas através do Evangelismo do Canto. O Sr. Sankey era modesto, embora mostrasse grande talento no canto. Diz ele:
"Não sou músico; nem cantor; nunca fui ensinado a cantar; nem há arte no meu canto. Nunca executo porém, um cântico que não fale a mim em cada palavra e frase. Antes de cantar tenho que sentir, e o cântico tem de ser de tal qualidade que eu saiba que posso transmitir o que sinto aos corações daqueles que ouvem. Encontro muito mais dificuldade em conseguir boas palavras, do que boa música. Nossas melhores palavras vem da Inglaterra; a música que melhor se adapta ao nosso propósito, vem da América. Os compositores ingleses, aparentemente, não se preocupam em escrever cânticos simples como nós necessitamos. Podemos ter muitos cânticos de estilo amplo e firme, mas apesar destes serem úteis uma vez ou outra, nossos cultos não poderão ser beneficiados com o uso deles apenas." -John S. Curwin, "Studies in Worship Music" (Estudos Sobre a Música de Adoração), Second Series, 1885.
Sankey reconhecia, como o faz todo obreiro evangélico, que a igreja necessita de diferentes espécies de cânticos e hinos. Todo cântico deveria ser estudado cuidadosamente e ser determinada sua conveniência para a ocasião a que se destina. Este cântico é apropriado para solo, número de coro, bem como cântico congregacional.
Sankey compôs mais de 1.200 cânticos durante a sua vida. Ele ficou cego, por causa de glaucoma, nos últimos cinco anos de sua vida e, sem dúvida, encontrou ânimo para seu espírito em sua amiga e parceira, a escritora de hinos cega Fanny Crosby. Sankey morreu em 13 de agosto de 1908.
Fonte: Histórias de Hinos e Autores - CMA - Conservatório Musical Adventista


Read More ...

0 comentários


Isaac Watts

Isaac Watts escreveu este hino intitulado Godly Sorrow Arising from the Sufferings of Christ (Tristeza Santa Surgindo dos Sofrimentos de Cristo). As seis estrofes originais descrevem bem este sofrimento e a resposta do pecador ao descobrir em Cristo a fonte da sua redenção. O hino faz parte da segunda divisão do seu hinário Hymns and Spiritual Songs (Hinos e Cânticos Espirituais), publicado em 1707. A inigualável poetisa cega, Fanny Crosby, conta na sua autobiografia da hora da sua conversão ao som do hino de Watts. Em novembro de 1850, durante um culto que ela estava assistindo, "depois duma oração, começaram a cantar o grande hino antigo de consagração, 'Por Meus Pecados Padeceu', e quando chegaram a terceira linha da quinta estrofe, ’Eis-me aqui, Senhor, eu me entrego a Ti’, minha alma se inundou de luz celestial."
Infelizmente, esta estofe não aparece nos hinários em português. Acredita-se que mais conversões têm sido atribuídas a este do que a qualquer outro hino inglês, a não ser que "Tal Qual Estou" de Charlotte Elliott o tenha superado em anos recentes.
O evangelista e músico Ralph E. Hudson compôs a melodia que ganhou o seu nome. HUDSON apareceu pela primeira vez no seu Hymns Songs of Peace, Love and Joy (Cânticos de Paz, Amor e Alegria) em 1885. Hudson adicionou um refrão (letra e música) ao hino que calcula-se ter nascido nos Camp Meetings. O hino, sem o refrão de Hudson apareceu em outras coletâneas da época. Por seu caráter bem diferente da estofe, o refrão não foi incluído .
Ralph E. Hudson (1843-1901), nascido na cidade de Napoleon, Estado de Ohio, EUA, mudou-se durante a infância para Pensilvânia. Durante a Guerra Civil, Hudson serviu como enfermeiro no Estado de Maryland. Casou-se com Mary Smith em 1863 e , voltando a Ohio em 1864, começou o seu ensino de música na faculdade Mount Vernon na cidade de Alliance. Pregador licenciado pela igreja Metodista Episcopal, Hudson foi muito ativo na obra evangelística. Cantor e hinista, também estabeleceu sua própria publicadora. Publicou quatro coletâneas de gospel hymns, as quais depois uniu num só volume intitulado Quartette. Hudson freqüentemente compôs melodias do estilo gospel hymns para letras de hinos tradicionais bem conhecidos para uso no seu trabalho evangelísticos.


Read More ...

0 comentários

Letra: Elvina Mabel Hall (1820-1889)
Música: John Thomas Grape (1835-1915)
Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):
"Nossa igreja estava passando por uma reforma", 'escreve o Sr. Grape', e o órgão foi confiado ao meu cuidado. Tive tanto prazer como nunca antes; deliciei-me tocando os cânticos da nossa Escola Dominical.
Resolvi dar forma tangível a um tema que tinha em mente há algum tempo: escrever, se possível, uma resposta à bela peça do Sr. Bradbury: 'Jesus Tudo Pagou'. Fiz disto uma questão de estudo e oração e dei a público a música agora conhecida como a melodia do cântico 'De Jesus a Doce Voz'. Foi considerada muito pobre por meu coro e amigos, mas, minha querida esposa declarou persistentemente que era uma boa peça musical e que viveria. O tempo provou que o seu julgamento era correto.
Pouco mais tarde o Rev. Sr. Schrick pediu-me que providenciasse qualquer coisa nova em música, e eu tinha o que lhe oferecer. Ao ouvir a peça ele expressou seu apreço por ela, e disse que a Srª. Elvina M. Hall havia escrito algumas palavras, as quais ele cria que iriam se adaptar bem à música. Dei-lhe uma cópia dela, e em breve foi cantada em várias igrejas e bem conhecida.
Devido à sugestão de amigos, mandei uma cópia ao prof. Theodore Perkins, e esta foi publicada em 'Sabbath Chords'. Sob a providência de Deus ela tem sobrevivido. Creio que não tem falhado em trazer algo de bom para os homens, e para a glória de Deus."

Na noite de ano novo de 1886, alguns missionários estavam realizando reuniões ao ar livre a fim de interessar os que por ali passavam para irem à missão que ficava próxima, onde seriam realizadas conferências mais tarde. "De Jesus a Doce Voz" foi cantado, e depois de um cavalheiro fazer um pequeno sermão, dirigiu-se apressadamente para a missão. Ouviu logo ruídos de passos atrás de si, uma jovem o alcançou e disse:
-"Eu o ouvi falando na reunião ao ar livre há pouco; o senhor crê que Jesus poderia salvar uma pecadora como eu?"
O cavalheiro respondeu que não havia dúvidas a respeito disto, se ela tivesse desejo de ser salva. Ela lhe disse que era uma criada e que havia abandonado o emprego naquela manhã depois de uma discussão com sua patroa. Ao estar vagueando pelas ruas no escuro, imaginando onde passaria a noite, a doce melodia do cântico a havia atraído, e ela aproximara e ouvira atentamente.
Ao serem cantadas as diferentes estrofes sentiu que as palavras tinham algo a ver com ela. Através do serviço todo sentiu que ouvia exatamente aquilo que sua alma oprimida necessitava. O Espírito de Deus lhe havia mostrado quão pobre e miserável criatura era, e a levou a perguntar o que deveria fazer.
Ao ouvir sua experiência, o cavalheiro a levou para a missão e a entregou às senhoras encarregadas. A jovem e desgarrada ovelha foi trazida a Cristo naquela noite. Foi providenciado lugar para ela na família de um ministro.
Lá, ficou doente e teve que ser levada a um hospital. Rapidamente piorou e tornou-se evidente que não viveria mais por muito tempo. Certo dia, o cavalheiro que ela havia encontrado na noite de Ano Novo foi visitá-la no hospital. Após ler alguns versos escolhidos da Bíblia ele repetiu o seu cântico preferido: "De Jesus a Doce Voz". Ao chegar à quarta estrofe (Não encontrada no "Hinário Adventista):
"Quando do meu leito de morte
Minha alma liberta se levantar,
Então, havendo 'Jesus tudo pago',
Romperá as arcadas dos céus".
Ela parecia desfalecer ante o pensamento da glória vindoura, repetia o coro, para ela tão precioso:
"Meu pecado, sim,
Já na cruz pagou,
E por graça sem igual,
Jesus me resgatou."
Duas horas depois, falecia.
Fonte: Histórias de Hinos e Autores - CMA - Conservatório Musical Adventista


Read More ...

0 comentários

Letra e Música: Franklin Edson Belden (1858-1945)



Franklin Edson Belden nasceu em Battle Creek, Michigan, a 21 de março 1858 e foi o mais velho dos cinco filhos que nasceram a Stephen and Sarah Belden. Sarah era a irmã mais velha de Ellen White, uma pioneira da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Grande parte da educação de Franklin foi obtida no Colégio de Battle Creek.
Por volta de 1876, quando tinha dezoito anos de idade, a família de Belden mudou-se para a Califórnia, juntamente com seu pai, sua madrasta e Tiago e Ellen White, seus tios, onde começou a compor. Por causa de problemas de respiratórios, mudou-se mais tarde para o Colorado, onde conheceu e casou-se, em 1879, com Harriet MacDearmon, que também era musicalmente talentosa.
O casal voltou a Battle Creek no início da década de 1880, onde Belden ligou-se à Review and Herald Publishing Company, uma editora mantida pelos Adventistas do Sétimo Dia. Ele e Edwin Barnes serviram como editores de música do Hymns and Tunes (Hinos e Cânticos), que foi publicado em 1886. Belden também colaborou com seu primo, J. Edson White, em vários livros de cânticos. Por algum tempo, serviu como diretor geral da Review and Herald. Ele permaneceu na obra Adventista até 1910, quando começou a escrever músicas para o evangelista Billy Sunday.
Uma discórdia surgiu entre Belden e a Review and Herald, acerca dos direitos autorais do hinário Hymns and Tunes. Foi relatado que Belden era ganancioso e queria o dinheiro. Na verdade, o acordo com a Conferência Geral em 1886 era que a sua parte dos direitos autorais deveria ir para o trabalho das missões. Quando a Review and Herald assumiu os direitos do hinário, Belden não quis que a sua parte fosse para a casa publicadora. O assunto nunca se resolveu completamente. Desiludido, separou-se da obra da igreja, mas não “abandonou seu comprometimento com a igreja ou com o Senhor”. Embora os últimos dias de Belden tenham sido maculados por mal-entendidos com a liderança da igreja acerca de seus direitos autorais, depois de sua morte todos seus papéis, composições e manuscritos foram doados para o Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia.
O gênio poético e musical de Belden era demonstrado por sua prática freqüente de escrever um cântico que combinasse com um sermão enquanto este ainda estava sendo apresentado. Ele e sua esposa sentavam-se no coro; ali ele apanhava o texto bíblico do sermão como tema e, captando a exposição do pregador, escrevia a letra do hino. Em seguida compunha a música e, ao término do culto, ele e a esposa cantavam o hino recém composto como o hino final. Christ in Song (Cristo em Cânticos), publicado em 1900 é a mais reconhecida contribuição de Belden à hinódia Adventista do Sétimo Dia. O Hinário Adventista brasileiro inclui treze hinos compostos por ele, letra e música e mais quatro músicas suas para textos escritos por outros autores, além de uma letra musicada por outro compositor; isto é mais do que qualquer outro colaborador adventista.


Read More ...

0 comentários




Letra e Música: Robert Lowry (1826-1899)
Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):
Numa tarde mormacenta, em julho de 1864, o Dr. Lowry estava assentado à sua escrivaninha em Elliott Place, Brooklyn, quando as palavras do cântico "Há um Rio Cristalino" lhe vieram à mente. Ele as escreveu rapidamente, e então sentou-se diante de seu órgão e compôs a melodia que agora é cantada em todas as Escolas Dominicais do mundo. Falando a respeito do cântico disse ele:
"É música de banda, tem movimento de marcha, e por esta razão tornou-se tão popular, mas eu mesmo não lhe dou muito valor. Apesar disso, tenho ficado comovido em várias ocasiões ao ouvi-lo. Indo de Harrisburg a Lowisburg, certa vez, eu estava em um vagão cheio de lenhadores meio bêbados. De repente, um deles começou a cantar: 'Há um Rio Cristalino', e eles o cantaram muitas vezes, repetindo o coro de uma forma selvagem e exuberante. Não pensei muito na música ao ouvir aqueles cantores, mas pensei que o espírito do cântico, e suas palavras tão frivolamente cantadas, poderiam ficar no coração destes homens descuidados, e influenciar-lhes a vida e finalmente elevá-los a realizar a esperança expressa no cântico.
Outro fato em relação ao cântico foi evidenciado durante o centenário de Robert Raikes. Eu estava em Londres, e havia ido a uma reunião no Old Baily para ver alguns dos mais famosos obreiros de Escolas Dominicais de todo o mundo. Estavam presentes representantes da Europa, Ásia e América; sentei-me bem atrás, sozinho. Após vários sermões feitos em diversas línguas, eu estava prestes a sair, quando o presidente da reunião anunciou que o autor do cântico "Há um Rio Cristalino" estava presente e chamou-me para frente, pelo nome. Homens aplaudiram, e senhoras abanaram seus lenços quando fui para a plataforma. Foi um tributo ao cântico, mas, eu senti, depois que tudo acabou, que havia feito algo de bom no mundo."

Um ano após o cântico ser escrito, no Dia da Criança em Brooklin, quando as Escolas Dominicais da cidade se reuniram num grupo surpreendentemente grande, foi cantado por mais de quarenta mil vozes. Não havia criança da favela ou abrigada na missão que não o soubesse.

Uma senhora americana, que havia recebido permissão para visitar o hospital militar do Cairo logo após terem trazidos homens feridos em uma escaramuça, escreveu:
"As três horas que pudemos ficar lá foram cheias de trabalho para o coração e as mãos. Um jovem soldado de um regimento da Escócia, atraiu meu interesse especial. Ele havia perdido um membro, e o médico dissera que ele não sobreviveria àquela noite. Parei perto do seu leito para ver se havia algo que pudesse fazer por ele. Estava deitado, com os lhos fechados, e ao moverem-se seus lábios, pude ouvi-lo murmurar 'Mamãe, Mamãe'. Mergulhei meu lenço numa bacia de água gelada e banhei-lhe a testa que ardia em febre."
-"Oh, isto é bom:" disse ele, abrindo os olhos. Vendo-me inclinada sobre ele, tomou minha mão e a beijou. "Muito obrigado, minha senhora; isto me faz lembrar de minha mãe."
"Perguntei-lhe se poderia escrever para sua mãe. Ele respondeu-me que não, pois o cirurgião havia prometido fazê-lo, mas pediu-me que cantasse para ele. Hesitei por um momento, e olhei ao redor. Os últimos raios de sol incidindo sobre o Nilo chamaram minha atenção e me fizeram pensar no rio como cujas correntes alegram a Cidade de Deus. Comecei a cantar baixinho: 'Há um Rio Cristalino'. Vi cabeças erguerem-se ansiosas para ouvir melhor, e logo mais, vozes de tenor e baixo fracas e trêmulas uniram-se ao coro:
'Sim, às margens desse rio,
Na mansão de glória e luz,
Com os santos cantaremos
Em louvor ao Rei Jesus!'
"Quando acabamos o cântico, olhei para a face do menino, pois ele não tinha mais do que vinte anos, e perguntei: 'Você estará lá?!"
"Sim, eu estarei, pelo que o Senhor Jesus fez por mim", respondeu ele, com seus olhos azuis brilhando, enquanto uma luz que nunca incidiu sobre mar ou terra irradiava em sua face. Lágrimas encheram meus olhos, ao pensar naquela mãe, naquele distante lar na Escócia, atenta, esperando por notícias de seu filho soldado, que estava nos últimos momentos de vida num hospital egípcio.
"Volte, minha senhora, volte" eu ouvi por todos os lados ao deixar a barraca hospital. Eu voltei, mas não encontrei mais meu menino escocês, pois ao amanhecer ele descansara.
Fonte: Histórias de Hinos e Autores - CMA - Conservatório Musical Adventista


Read More ...

0 comentários


Franz Joseph Haydn (1732-1809

Letra: John Newton (1725-1807)
Música: Franz Joseph Haydn (1732-1809)

Este é considerado por muitos o maior cântico de John Newton. É baseado no Salmo 87:3 – "Coisas Gloriosas se dizem de Ti, ó cidade de Deus." Foi publicado pela primeira vez no "Olney Hymns" em 1779. Havia inicialmente cinco estrofes. (O hinário "Hinário Adventista" usa apenas três e de forma alterada).
Newton era ex-marinheiro, aventureiro, ex-comerciante de escravos, consagrado ministro, poeta, amigo e companheiro de William Cowper, com quem produziu "Olney Hymns". Dos trezentos e quarenta e oito cânticos desta seleção, Cowper escreveu sessenta e oito, e Newton duzentos e oitenta.
Em "The Gospel in Hymns" (O Evangelho em Hinos), A. E. Bailey diz de Newton:
"Seu interesse por pessoas comuns, sua ansiedade em pregar o evangelho, sua genuína bondade e talvez por saberem ter tido ele um passado sombrio, atraíam os jovens e velhos. Era de efeito especial a história de sua juventude e conversão, que ele contava repetidas vezes. Como não encontrasse exatamente os cânticos que desejava, nem mesmo em Watts, para expressar a religião simples e de coração, que ele ensinava, começou a escrever alguns, e o melhor de tudo, é que iniciou seu vizinho Wlliam Cowper na mesma tarefa. O resultado foi o famoso "Olney Hymns", publicado no ano seguinte como um livro de instrução na fé evangélica, para cantar, ler e memorizar." Pág. 126. (Com permissão de Charles Scribner's Sons).
Na sua velhice Newton disse: "Minha memória esta muito falha, mas, lembro-me de duas coisas: "que eu sou um grande pecador e que Cristo é um grande Salvador."
A melodia "Áustria", escrita por Franz Joseph Haydn é uma melodia poderosa e de grande efeito. É baseada numa canção folclórica croata e foi usada como cântico nacional na Áustria. Haydn a apreciava muito, usando-a em uma série de variações para quarteto de cordas. Pouco antes de morrer ele a tocou muitas vezes ao piano em sua última execução musical.
A melodia deveria ser cantada de forma moderadamente lenta, com grande dignidade e com voz cheia.
Fonte: Histórias de Hinos e Autores - CMA - Conservatório Musical Adventista


Read More ...

0 comentários


William Orcutt Cushing (1823-1902)

Letra: William Orcutt Cushing (1823-1902)
Música: Willieam Fisk Sherwin (1826-1888)

Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):
"Um dia em 1875 eu estava procurando receber uma benção" diz o autor destas palavras, "quando, repentinamente, recebi uma visão do País Celestial. Parecia-me que um rio, correntoso, rolava lá em baixo. Do outro lado do rio, avistei uma terra encantadora; seus vales e colinas tinham uma calma celestial. Não tenho palavras para descrever sua beleza; parecia-me estar lá. Ao contemplar este cenário vieram aos meus lábios as palavras: "Vale do Éden, Formoso". A visão permaneceu até que terminei de escrever o cântico; e, gradativamente, foi se dissipando. Desejo dizer que a beleza do cântico está na rica melodia escrita pelo Sr. Sherwin que o fez atingir mais profundamente os sentimentos do que quaisquer palavras o poderiam haver feito."
Fonte: Histórias de Hinos e Autores - CMA - Conservatório Musical Adventista


Read More ...

0 comentários

Joseph Philbrick Webster (1819-1875)

Letra: Sanford Filmore Bennett (1836-1898)
Música: Joseph Philbrick Webster (1819-1875)

Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):
O Sr. Bennett, autor deste cântico famoso no mundo inteiro, diz o seguinte a respeito de sua origem:
"Em 1861 fui residir na cidadezinha de Elkhorn, Wisconsin, terra do compositor J. P. Webster; dentro em pouco me associei a ele na produção de músicas impressas em folhas soltas, e outros trabalhos musicais.
No verão ou outono do ano de 1867 iniciamos o trabalho do "The Signet Ring". Um dos cânticos escritos para aquele livro foi 'Lar Feliz'. O Sr. Webster, como muitos outros músicos, tinha uma natureza excessivamente sensível e nervosa, e era sujeito a períodos de depressão, durante os quais, encarava a vida no seu lado escuro.
Eu estava tão acostumado com suas peculiaridades que ao encontrá-lo, ao primeiro olhar poderia dizer se ele estava numa de suas fases de melancolia; descobri que poderia animá-lo e fazê-lo sair dessas fases dando-lhe uma nova melodia ou cântico com que se ocupar. Numa ocasião, ele veio ao meu local de trabalho, andou até a lareira, e virou-me as costas, sem falar. Eu estava escrevendo e lhe disse: -"Webster, que é que há?”.
-"Nada, respondeu ele, "tudo vai melhorar aos poucos" (by and by). A idéia veio-me à mente como um raio, e eu respondi:
-"Doce aos poucos! Será que isto não daria um bom cântico?" (O título do cântico em inglês é 'Sweet By-and-by', que traduzido literalmente seria 'Doce aos Poucos', ou Suave aos Poucos').
-"Talvez desse", retorquiu com indiferença.
Rapidamente escrevi as três estrofes e o coro. Neste meio tempo, dois amigos, o Sr. N. H. Carswell e o Sr. S. E. Bright, entraram. Entreguei o cântico ao Sr. Webster. Ao lê-lo, seus olhos brilharam, e modificou-se sua atitude. Dirigindo-se a uma escrivaninha, começou a escrever notas rapidamente. Depois pediu ao Sr. Bright que lhe alcançasse seu violino, e então tocou a melodia. Em poucos momentos mais havia escritos as notas para quatro vozes.
Creio que não se passaram mais do que trinta minutos desde a hora que tomei minha pena para escrever as palavras, até a hora em que os dois cavalheiros, o Sr. Webster e eu estávamos entoando o cântico, como apareceu em 'The Signet Ring'. Enquanto cantávamos, o Sr. R. R. Crosby entrou. Após ouvir por um pouco de tempo, disse com lágrimas nos olhos: -'Este cântico será imortal'. Creio que foi logo usado em público, pois, em duas semanas, crianças já o cantavam nas ruas."
No ano seguinte os editores de 'The Signet Ring' distribuíram um grande número de circulares, anunciando o novo hinário, nas quais havia seleções dos cânticos, entre elas, 'Lar Feliz'. Estas circulares tornaram este cântico logo apreciado pelo público, estimulando a aquisição do hinário. Perto do fim do ano o cântico foi publicado em folhas soltas. Agora pode ser encontrado em várias compilações de músicas, na América, e diz um jornal: 'foi traduzido para inúmeras línguas estrangeiras, e é cantado em toda a parte debaixo do sol'.
Webster, Crosby e Carswell já morreram. S. E. Bright, de Fort Atkinson, Wisconsin e eu somos as únicas testemunhas vivas do aparecimento de 'Lar Feliz'."
Fonte: Histórias de Hinos e Autores - CMA - Conservatório Musical Adventista


Read More ...

0 comentários